Por isso resolvi criar as minhas crônicas do amanhã, universo em fragmento que se expõe para que eu possa opinar, decodificar, desnudar.
Crônicas & fragmentos é um espaço de crítica perfurante, incitação e polêmica contra a visão amordaçante do pensamento globalizado. E não estou aqui me referindo à expressão globalização econômica, utilizando-a como um cacoete crítico de esquerda, e sim, no sentido behaviorista, de condicionamento em massa. Aquilo que Lênin (e não sou nada leninista) chamava de jugo.
Reputo como mordaça, não se dar conta de que vivemos numa realidade que se refrange, estica, absolutiza identidades e configura nossa perspectiva para o óbvio. Então, somos incapazes de ver traços éticos nos governos que nos antagonizam, renovação em atos de violência, rigor moral em submundos ou transformação em imanência. Não vemos nada, afunilamo-nos. Fluímos no néscio da micro-contemporaneidade, o dia-a-dia rarefeito dos jornalões, 5 ou 6 grandes famílias influindo sorrateiras ou sobremaneira no pensamento nacional.
O diabo da democracia, mesmo deficiente, é que ela engendra contradições e nichos de resistência para conflagrações e renovações futuras. Tudo gira, mesmo que parecendo igual. Este espaço é um contraponto e um desabafo para a discussão de idéias generalistas. Visa colher as impressões e opiniões dominantes do dia-a-dia que se transformaram em ecos morais ou ideológicos e abrir uma nova perspectiva, lançar polêmica e discussão, sem mêdo de errar ou de tornar-se politicamente incorreto. Esse é o começo.